sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mais um Jovem

Quem sou? O que sou?
Criança não sou mais, porque já cresci, adulto muito menos pois não tenho um emprego fixo ou uma casa ou alguém para cuidar e ainda há quem diga que já sou velho de mais pra ser um adolescente, visto isso me restam as opções mais comuns, um jovem, um moço.
Sou aquele cujo ainda estuda(e da duro pra isso) mas que já se formou no ensino médio, sou vagabundo pra uns, sou um folgado pra muitos, há uma pequena parte que reconhece e sabe que sou esforçado e dedicado, porém a maioria me vê como um nada ou um simples aproveitador. Como se não bastasse ser mau visto e mal interpretado pela sociedade como um todo ainda tem o eu como indivíduo, este que passa as noites em claro pois a inquietude de uma mente ansiosa pensa em um Milhão de coisas e não consegue dormir por si só, este cujo vê e compreende grande parte dos problemas sociais graças aos estudos que arduamente faz, mas que as pessoas não param para entender ou se quer ouvir o que se tem a dizer.
Sou aquele que em meio a uma multidão está só, pois não há ninguém cujo o tenha cativado ou criado um laço emocional por mais simples que seja, aquele que em meio a uma era digital onde todos são ativos e postam coisas o dia todo se vê excluído por não dar grande atenção a isso, aquele que se emociona quando vê uma postagem de alguém triste ou que passa por anseios na vida, que tenta interagir quando lê "alguém para conversar" mas a pessoa não responde, pois não é comigo que ela quer conversar, não é um desabafo ou um laço afetivo que procura e sim algo específico, sou aquele que se sente cada vez mais só, cada vez mais invisível quanto mais tenta conversar com outros.
Para a sociedade em geral não sou ninguém, apenas um preguiçoso que não trabalha, para as pessoas ao meu redor sou invisível até que seja útil, então eu sou notado, mas também até cumprir meu papel e então ser descartado como apenas mais um, um dentre milhões.
Minha voz é um grito no vazio, meu corpo apenas um peso a ocupar um espaço e minha mente... Se afastou de mais para não sofrer, mas inquieta de mais para desistir e ficar calada.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Quarta feira

Fiquei deitado por horas na cama mas não conseguia dormir, meu coração soava muito alto, como se alguém estivesse esmurrando a porta, minha mente vagava por mil pensamento e somente fui agraciado por sandman as 6h da manhã. Acordei as 9h e novamente não consegui dormir então fui tentar jogar a fim de espairecer minha mente, 12h e nada, tomei coragem, coei um café e me forcei a ter um dia produtivo, em vão, não consegui sequer ser ouvido em meu grupo o que causou ainda mais desespero e desmotivação.
Levado por uma duvida cruel que me amarrava o peito decidi perguntar o que havia de errado e como poderia ser útil pois se fosse de desejo deles eu mesmo me retirava do grupo para que não houvesse um desentendimentos. Recebi algumas palavras reconfortantes de compreensão mas nada sobre como ser de alguma utilidade.
Sozinho novamente, sem ninguém ao lado, alguém que me ame, que me apoie e me mostre o como ter alguma utilidade, me pego estático observando a mata ao longe. Isso me lembra de meus dias em bauru,nunca tive alguma utilidade la também, sempre me sentia um fardo e parecia que minha família fazia questão de deixar claro de que eu era um, então seja olhando as plantas pela janela, seja vendo a mata no horizonte ou sequer em meu imaginário eu me sentia reconfortado.
talvez minha unica utilidade seja morrer e servir de adubo para a unica coisa que me conforta.

Uma vida de vendedor



E acabou, o mais triste não foi o fim e sim o como ele se deu. 


Em teus olhos já não havia o brilho de antes, o teu sorriso já não refletia a felicidade de antes. Pensei em mil formas de como isso poderia acabar, de como iria ser o fim(se um dia houvesse um fim) mas todas elas não foram o suficiente, pois este fim não esperava,não esperava que realmente houvesse um e que fosse tão monótono como esse.



O fim foi como se não fosse um nada, como se fosse algo do dia a dia, algo automático, é como quando entramos em uma loja e cumprimentamos o vendedor, adquirimos um produto e vamos em bora, não existe um apreço ali pois tudo foi superficial, tanto o bom dia quanto o perguntar se está bem. E nosso termino foi assim, passivo, superficial, um ''não faça isso'' aqui, um ''eu ainda te amo ali'' e por final '' ok, vamos ser amigos então''.
Há tantas coisas que queria dizer que nem sei por onde começar, mas não importa pois ninguém nunca irá ver e mesmo que visse não se importaria. As pessoas sempre reclamam que estão só que ninguém as ouvem, mas quando alguém as ouvem e precisa que elas façam este papel de ouvinte também, elas fingem demência. Não vivemos numa solidão em meio a multidão e sim em um mundo egocêntrico.

Quem pensava ser meu amor se foi, da maneira pais passível possível, quem deveria me amar(minha família) ja deixou bem claro que não é bem assim a um bom tempo e que pra ajudar na primeira oportunidade me deixa o mais pra baixo possível e amigos nunca vi pois tive apenas colegas que necessitavam de ser ouvidos, mas como sempre nunca queriam escutar.

Talvez um dia eu encontre alguém, alguém que realmente me ame pelo o que eu sou e não que não se importe com algumas coisas, alguém que eu possa ouvir e que esteja la quando eu precisar conversar. Mas enquanto eu não encontro eu sigo minha vida, escrevendo textos aleatórios, tomando café, amando os animaizinhos que por minha vida passam, jogando e estudando, e se por um acaso eu não encontrar pelo menos saberei que não vivi uma vida falsa, uma ''vida de vendedor'' com alguém só para não dizer que vivi só.