sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Meu gato me mordeu

Um novo dia começa e com ele um novo eu acorda.

Um novo dia começa, a aurora levemente toma conta do meu quarto escuro e começa a clarear minha face.Sentado no computador a terminar o trabalho que deveria ser apresentado nessa noite, distraído não noto o amanhecer, apenas com o som dos pássaros soando mais alto que a musica em meus ouvidos é que me toco de que a manhã chegou.Olho devagar para fora e respiro bem fundo, olho meu gato e ele está a despertar também, então suavemente começo a acaricia-lo para demonstrar meu profundo afeto por esse ser.
Então, do nada ele se vira contra a minha mão e me morde.Segurando a parte entre meu dedão e o indicador com os dentes ele abraça meu pulso enquanto chuta meu antebraço, quase arranhando ele, mas de uma forma cuidadosa onde não sinto nenhuma dor. espantado com isso me questiono, porque ele retribui meu dócil afeto com tal ato bruto? então eis que por minha mente se passa o pensamento "e se esse for o carinho dele, essa forma for  como ele demonstra teu afeto, não com um carinho ou um ronronar mas sim virando sua barriga para minha mão e a  mordendo"
Pensei por tempos sobre isso e então que me toquei, existem formas completamente distintas de demonstras um afeto por alguém, e nem sempre entendemos isso, algumas vezes até achamos que é o contrario.Apenas cabe a nós sentirmos isso e demonstrar do jeito que mais achamos adequado, pois o afeto tanto quanto os outros sentimentos são algo único de cada ser, carregam uma carga gigantesca de emoções e um pesado histórico de vida.
Quando o dia começou hoje, também começou uma nova ideia sobre a vida, também começou um novo eu. Um eu que por ter um novo ideal de sentimento tenta ser mais paciente e tenta compreender melhor o sentimento dos outros, um eu que agora para pra escutar ao invés de apenas observar as atitudes.Bom ou ruim, certo ou errado, o que vai decidir isso é o tempo e com ele vou me construindo e modificando, o eu de hoje não será igual o eu do passado e tão pouco o eu de amanhã.

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