domingo, 23 de agosto de 2020

A chuva

 Então os dois se viram uma ultima vez.
Ficaram um bom tempo conversando ali, só os dois como se o mundo a volta não existisse mais, e antes de partir ele assoviou, assoviou sua ultima canção para o seu amado tirando tudo que havia dentro de seu peito, libertando todas as ideias que tivera enquanto juntos, todos os momentos bons e tristes que ele pensava que ainda ia viver junto de teu amado, ele colocou tudo o que sentia e o que ainda queria sentir em uma única canção que fez assoviando. Aquilo se tornou algo triste e enquanto o som da canção que assoviava ecoava pelo lugar o clima ia ficando denso e triste, quando em fim ele terminou de assoviar teus olhos já não estavam mais marejados, agora suas lágrimas corriam como gotas de na janela durante uma tempestade.Teu amado então com os olhos marejados perguntou ''mas que canção é esta? nunca ouvi algo tão denso e triste, ainda mais vindo de um assovio''. chorando e com a voz tremula ele se segurou para não desabar mais e disse "esta é minha tristeza, a tristeza que guardo no peito por ir embora, por ter de te deixar, esta é a tristeza que carrego dentro de mim por saber que nunca vou conseguir realizar os planos que tinha em mente para a gente e que agora tudo tem de ficar para trás.
Neste momento as nuvens pesadas que estavam acima  dos dois não se aguentaram e começou a chover, uma chuva forte que num estante o molhou, deixando seco apenas teu amado que estava sobre um abrigo.
Corra para não se molhar mais - gritou seu amado tentando fazer com que sua voz fosse ouvida diante ao barulho forte da chuva.
Não há porque correr - ele retrucou - ja estou ensopado, a chuva não é tão mal assim. A vida tem me forçado contra o chão durante uma boa parte dela, muitos conseguem se levantar e continuar seguindo, mas eu já não tenho forças, as forças que tenho uso para seguir me arrastando e assim sigo em frente, sujo e enlameado porem em frente. Algumas vezes é possível encontrar alguém que nos ajude, mas como não consigo me levantar me agarro ao teus pés e tento seguir em frente, porem isso cansa as pessoas e as irritam, mas também não é culpa delas, elas não são culpadas por eu me arrastar em vez de levantar, mas também não é culpa minha, eu tento levantar mas não consigo e quando peço ajuda elas me deixam agarrar em vez de me darem a mão para levantar então no fim é apenas um desacordo entre os dois o que acarreta num fim certeiro como a gente. E a chuva no fim de tudo isso é a melhor coisa que há, pois ela limpa a lama que se acumula em meu corpo de tanto se arrastar, quando chove eu uso todas minhas forças para virar para cima e observar ela, assim eu posso ver o céu e ver ela me limpando. Mesmo que eu não saia do lugar, ter a imagem do céu nublado e a chuva aos poucos me limpando mostra que no mundo há mais do que apenas lama e pés para me agarrar, me faz lembrar de um mundo quando eu ainda seguia em pé e erguia a cabeça para olhar para o céu, me faz ter esperanças de um dia ter forças o suficiente para levantar, ou encontrar alguém que veja que estou no chão e me de a mão.
Neste momento as lágrimas no rosto dele já não era percebidas por a chuva o molhara por inteiro, e mesmo chorando diante de tudo que havia acontecido naquele ultimo encontro ele sorriu para teu amado e disse ''até mais, um dia talvez eu levante e então poderei ver como você é por inteiro, da cabeça aos pés'' e então seguiu teu caminho embaixo daquela chuva lembrando do tempo que passaram juntos e o caminho que teu amado ajudou a seguir, Naquele momento ele não tinha forças para se quer seguir em frente, amas na quela noite sozinho em casa procurou virar para cima e sentir a chuva cair em cima de si para lavar toda a lama que carregou pelo caminho.

 

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domingo, 31 de maio de 2020

Primeiro e ultimo dia da sexta semana do mes de maio de 2020

 Para alguns hoje primeiro dia da semana, para alguns o ultimo, hoje e o ultimo dia da ultima semana de um mês ou o primeiro e ultimo dia da ultima semana do mesmo. Não consigo dormir direito a um bom tempo, apenas me esgoto de cansaço e acordo quando o corpo esta pronto pra funcionar novamente o que não significa que ele esteja descansado, apenas pronto para fazer algo, mas logo se cansa novamente e eu tenho de tirar um cochilo. isso é horrível até porque assim não consigo aproveitar o dia, para mim são apenas horas passando, o tempo correndo sem nenhum significado ou razão, até porque com essa pandemia e o isolamento social onde não tem aula presencial e somos nós que fazemos nosso ritmo tudo buga ainda mais.
 O estado caótico da política atual, pandemia acontecendo com milhares de mortos e o Brasil dividido entre as pessoas que entendem o porque do isolamento social e as pessoas que falam que isso é apenas uma gripe, relacionamentos, meu gato doente e os pensamentos aleatórios e constantes que tenho sozinho pois não há ninguém pra conversar sobre. Tudo isso gera uma pressão enorme, algo que não sei explicar, que me tira o sono e só faz com que a constância da perca de noção de tempo se agrave, e em meio a tudo isso ainda tenho de lidar com o olhar no espelho e tentar identificar quem e o que sou porque embora eu pensasse que já tinha lidado com estas questões elas voltam a me assombrar, não sei ao certo se foram elas em si e o questionamento de minha identidade ou se foi por constantes ataques sobre meu gênero e quem sou embora sempre batesse no peito afirmando quem sou essas coisas acabam entrando na nossa cabeça e nos destruindo por dentro né.
 É triste pensar que esse dia é tão único e que nunca mais vai voltar e to usando ele pra vários nada (éh, isso também tem pesado bastante), as vezes eu ligo o pc e nem tenho vontade de fazer nada, é como se nada fosse interessante mas sei que falta algo, que tem algo que seria bom de se fazer que me completa, me ocupa, que é produtivo e importante mas só não sei o que, então decidi escrever aqui novamente ja que faz um bocado de tempo que não escrevo nada. Acho que meu maior desejo seria se alguém lesse e se interessasse nessas coisas que escrevo (mesmo não fazendo sentido algum e não tendo pé nem cabeça, sem falar que sei que meus textos matariam qualquer professor de português do coração :v) ou talvez alguém pra conversar e discutir sobre as coisas e quem sabe a conversa não gerasse algo realmente importante depois, tipo aqueles podcast que a gente ouve que começa com um tema e acaba em outro completamente aleatório.
 Outro dia ou ouvi as vizinhas conversando sobre feijão, estavam falando sobre como fazia feijão que cada um tinha seu jeito e vendo qual era o melhor e então eu pensei ''poxa, em casa a gente nunca fala sobre coisas simples e aleatórias assim, quando a família se junta pra conversar ou é pra falar sobre algo que alguém faz que é errado ou falar mal de alguém, mas nunca sobre feijão. passado um tempo quando eu voltei pra republica aqui em ourinhos uma amiga quis me visitar pois estava morrendo de saudade, fumamos um conversamos e fomos fazer a janta, eis então que surge um dialogo sobre feijão, sobre como fazer o como temperar e foi se estendendo sobre outras coisas e a conversa foi fluindo cada vez mais, e foi uma conversa tão boa, tão agradável que no fim de tudo quando ela foi embora e tudo mais a única coisa que passava pela minha cabeça era '' como é possível eu tem uma conversa tão boa assim com uma amiga e nunca ter uma com minha família, família essa que é responsável por grande parte da minha vida e mesmo assim a gente nunca falou sobre feijão''.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Vivo ou morto? - Lembranças

 Um dia uma pessoa me falou que era impossível alguém pensar sempre em outra pessoa, que a todo momento estamos pensando em varias outras coisas e que durante uma parte esse alguém se quer é citado. Mas penso será mesmo assim, se pensamos em diversas coisas e tudo ao mesmo tempo mesmo que tenham relevâncias diferentes ainda pensamos, essa é a rasão de lembrarmos, essa é a rasão de nos preocuparmos, se não pensamos em algo logo ela cai em esquecimento e então nunca se quer lembraremos de que um dia isso existiu.
 Durante muito tempo da minha vida eu pensei sobre isso, não sobre pensar nas pessoas ou a relação que criamos com elas, mas sim sobre ser esquecido. Minha família tinha uma brincadeira um tanto quanto peculiar, sempre fingiam que eu não existiam e faziam isso por tempos (não sei ao certo se era muito tempo pois era criança e a percepção de tempo é diferente mas para mim era) lembro de entrar em desespero, chorar e pensar que eu realmente não estava ali, questionamentos sobre se eu realmente estava vivo ou não eram comuns. Enquanto isso em filmes e desenhos que assistia os heróis sempre lutavam por honra e reconhecimento, para que nunca fossem esquecidos, lembro de um episódio de Doctor Who que assisti na época sobre uma tribo que guerreava contra uns seres espaciais, então antes de partirem para sempre pediu para os corvos (animais extremamente inteligentes que sabiam repetir mensagens melhor que papagaios) que sempre repetissem o nome de um destes guerreiros, para que ele nunca fosse esquecido e então por isso que os corvos hoje gritam uma unica palavra, mas a questão era, se eu realmente morresse será que lembrariam de mim ou como poderei provar minha vivência aqui sendo que não serei lembrado, eu poderia simplesmente sumir e ninguém daria falta, o que realmente aconteceu um dia que ninguém nunca deixava eu sair direito e um dia eu sai escondido e fiquei vagando pela rua por um bom tempo e então quando voltei para a casa eles sequer tinham notado minha ausência.
 Será que elas não pensavam em mim ou só não se importava, será que ao não pensar em mim eu fiquei no esquecimento de tal maneira que o meu existir ou não era indiferente pois não estava no lugar para confirmar minha presença e tão pouco tinha atos dignos de serem lembrados.Lembro de ter lido em algum lugar de que as pessoas só morrem quando são esquecidas, que mesmo que teu corpo já não esteja presente ela ainda vaga em nós por serem lembradas.Mas e se as pessoas ainda estão aqui e mesmo assim não são lembradas, é possível estar morta mesmo estando vivo?
 Não sei se é possível mas as vezes parece que é isso que me ocorre, não tenho significado nenhum, as pessoas se quer lembram de mim e se lembram é para fazer algo, depois de terem tentado e chamado outra ''N'' pessoas e não ter dado certo, só quando não há mais esperanças é que eu tomo alguma existência, algum significado, isso quando lembram de mim.
 Quando disse a ele que penso nele toda a hora é porque quero que ele se sinta lembrado, é porque quero que ele saiba que apesar de tudo para alguém ele ainda existe, digo que penso nele toda a hora porque é isso que traz significado para o meu existir.Todas as pessoas que passaram por minha vida e tiveram alguma importância, algum significado por mais banal que seja eu faço questão de lembrar de todas elas, lembro de teus rostos, teus jeitos, tuas personalidades e o teu olhar.Certo que algumas mais que outras, mas ainda sim todas.Não sei se as lembranças de um morto conta, não sei se tomo vida por te-las, talvez poder lembrar é o que te impede de morrer enquanto vivo e quando envelhecemos nossa memoria enfraquece e ao esquecer morremos com ela.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Meu gato me mordeu

Um novo dia começa e com ele um novo eu acorda.

Um novo dia começa, a aurora levemente toma conta do meu quarto escuro e começa a clarear minha face.Sentado no computador a terminar o trabalho que deveria ser apresentado nessa noite, distraído não noto o amanhecer, apenas com o som dos pássaros soando mais alto que a musica em meus ouvidos é que me toco de que a manhã chegou.Olho devagar para fora e respiro bem fundo, olho meu gato e ele está a despertar também, então suavemente começo a acaricia-lo para demonstrar meu profundo afeto por esse ser.
Então, do nada ele se vira contra a minha mão e me morde.Segurando a parte entre meu dedão e o indicador com os dentes ele abraça meu pulso enquanto chuta meu antebraço, quase arranhando ele, mas de uma forma cuidadosa onde não sinto nenhuma dor. espantado com isso me questiono, porque ele retribui meu dócil afeto com tal ato bruto? então eis que por minha mente se passa o pensamento "e se esse for o carinho dele, essa forma for  como ele demonstra teu afeto, não com um carinho ou um ronronar mas sim virando sua barriga para minha mão e a  mordendo"
Pensei por tempos sobre isso e então que me toquei, existem formas completamente distintas de demonstras um afeto por alguém, e nem sempre entendemos isso, algumas vezes até achamos que é o contrario.Apenas cabe a nós sentirmos isso e demonstrar do jeito que mais achamos adequado, pois o afeto tanto quanto os outros sentimentos são algo único de cada ser, carregam uma carga gigantesca de emoções e um pesado histórico de vida.
Quando o dia começou hoje, também começou uma nova ideia sobre a vida, também começou um novo eu. Um eu que por ter um novo ideal de sentimento tenta ser mais paciente e tenta compreender melhor o sentimento dos outros, um eu que agora para pra escutar ao invés de apenas observar as atitudes.Bom ou ruim, certo ou errado, o que vai decidir isso é o tempo e com ele vou me construindo e modificando, o eu de hoje não será igual o eu do passado e tão pouco o eu de amanhã.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mais um Jovem

Quem sou? O que sou?
Criança não sou mais, porque já cresci, adulto muito menos pois não tenho um emprego fixo ou uma casa ou alguém para cuidar e ainda há quem diga que já sou velho de mais pra ser um adolescente, visto isso me restam as opções mais comuns, um jovem, um moço.
Sou aquele cujo ainda estuda(e da duro pra isso) mas que já se formou no ensino médio, sou vagabundo pra uns, sou um folgado pra muitos, há uma pequena parte que reconhece e sabe que sou esforçado e dedicado, porém a maioria me vê como um nada ou um simples aproveitador. Como se não bastasse ser mau visto e mal interpretado pela sociedade como um todo ainda tem o eu como indivíduo, este que passa as noites em claro pois a inquietude de uma mente ansiosa pensa em um Milhão de coisas e não consegue dormir por si só, este cujo vê e compreende grande parte dos problemas sociais graças aos estudos que arduamente faz, mas que as pessoas não param para entender ou se quer ouvir o que se tem a dizer.
Sou aquele que em meio a uma multidão está só, pois não há ninguém cujo o tenha cativado ou criado um laço emocional por mais simples que seja, aquele que em meio a uma era digital onde todos são ativos e postam coisas o dia todo se vê excluído por não dar grande atenção a isso, aquele que se emociona quando vê uma postagem de alguém triste ou que passa por anseios na vida, que tenta interagir quando lê "alguém para conversar" mas a pessoa não responde, pois não é comigo que ela quer conversar, não é um desabafo ou um laço afetivo que procura e sim algo específico, sou aquele que se sente cada vez mais só, cada vez mais invisível quanto mais tenta conversar com outros.
Para a sociedade em geral não sou ninguém, apenas um preguiçoso que não trabalha, para as pessoas ao meu redor sou invisível até que seja útil, então eu sou notado, mas também até cumprir meu papel e então ser descartado como apenas mais um, um dentre milhões.
Minha voz é um grito no vazio, meu corpo apenas um peso a ocupar um espaço e minha mente... Se afastou de mais para não sofrer, mas inquieta de mais para desistir e ficar calada.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Quarta feira

Fiquei deitado por horas na cama mas não conseguia dormir, meu coração soava muito alto, como se alguém estivesse esmurrando a porta, minha mente vagava por mil pensamento e somente fui agraciado por sandman as 6h da manhã. Acordei as 9h e novamente não consegui dormir então fui tentar jogar a fim de espairecer minha mente, 12h e nada, tomei coragem, coei um café e me forcei a ter um dia produtivo, em vão, não consegui sequer ser ouvido em meu grupo o que causou ainda mais desespero e desmotivação.
Levado por uma duvida cruel que me amarrava o peito decidi perguntar o que havia de errado e como poderia ser útil pois se fosse de desejo deles eu mesmo me retirava do grupo para que não houvesse um desentendimentos. Recebi algumas palavras reconfortantes de compreensão mas nada sobre como ser de alguma utilidade.
Sozinho novamente, sem ninguém ao lado, alguém que me ame, que me apoie e me mostre o como ter alguma utilidade, me pego estático observando a mata ao longe. Isso me lembra de meus dias em bauru,nunca tive alguma utilidade la também, sempre me sentia um fardo e parecia que minha família fazia questão de deixar claro de que eu era um, então seja olhando as plantas pela janela, seja vendo a mata no horizonte ou sequer em meu imaginário eu me sentia reconfortado.
talvez minha unica utilidade seja morrer e servir de adubo para a unica coisa que me conforta.

Uma vida de vendedor



E acabou, o mais triste não foi o fim e sim o como ele se deu. 


Em teus olhos já não havia o brilho de antes, o teu sorriso já não refletia a felicidade de antes. Pensei em mil formas de como isso poderia acabar, de como iria ser o fim(se um dia houvesse um fim) mas todas elas não foram o suficiente, pois este fim não esperava,não esperava que realmente houvesse um e que fosse tão monótono como esse.



O fim foi como se não fosse um nada, como se fosse algo do dia a dia, algo automático, é como quando entramos em uma loja e cumprimentamos o vendedor, adquirimos um produto e vamos em bora, não existe um apreço ali pois tudo foi superficial, tanto o bom dia quanto o perguntar se está bem. E nosso termino foi assim, passivo, superficial, um ''não faça isso'' aqui, um ''eu ainda te amo ali'' e por final '' ok, vamos ser amigos então''.
Há tantas coisas que queria dizer que nem sei por onde começar, mas não importa pois ninguém nunca irá ver e mesmo que visse não se importaria. As pessoas sempre reclamam que estão só que ninguém as ouvem, mas quando alguém as ouvem e precisa que elas façam este papel de ouvinte também, elas fingem demência. Não vivemos numa solidão em meio a multidão e sim em um mundo egocêntrico.

Quem pensava ser meu amor se foi, da maneira pais passível possível, quem deveria me amar(minha família) ja deixou bem claro que não é bem assim a um bom tempo e que pra ajudar na primeira oportunidade me deixa o mais pra baixo possível e amigos nunca vi pois tive apenas colegas que necessitavam de ser ouvidos, mas como sempre nunca queriam escutar.

Talvez um dia eu encontre alguém, alguém que realmente me ame pelo o que eu sou e não que não se importe com algumas coisas, alguém que eu possa ouvir e que esteja la quando eu precisar conversar. Mas enquanto eu não encontro eu sigo minha vida, escrevendo textos aleatórios, tomando café, amando os animaizinhos que por minha vida passam, jogando e estudando, e se por um acaso eu não encontrar pelo menos saberei que não vivi uma vida falsa, uma ''vida de vendedor'' com alguém só para não dizer que vivi só.